quinta-feira, 2 de julho de 2009

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Nunca gostei das flores nos ramos,
nunca suportei o cheiro das flores dos molhos,
nem das flores que como presentes se dão.
Quando morrer nunca me leves flores nos punhos,
leva antes cigarros a mais para que por lá te demores,
leva um copo de vinho e ri-te com os demais em brindes e goladas.
Quando não poderes aparecer
traduz estas palavras em todas as línguas,
atira-as ao vento,
quem sabe, enquanto ali estendido,
receba estranhos vindos de longe para as frenéticas orgias
que prepararei para os eternos serões à luz das velas.

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2 comentários:

Miguel Barroso disse...

eu levo pétalas de larva e terra húmida dos lençois.

tiago sousa garcia disse...

haverá cheiro mais fúnebre do que o das flores?